Conheça e Assista- Anna Tréa

Por Carlos Bozzo Junior
A compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

Conheça e Assista é a sessão do Música em Letras dedicada a perfis de artistas e profissionais relacionados à música. Muitos desses artistas, embora com carreiras estabelecidas e reconhecidas por seus pares, não têm seus nomes identificados imediatamente pelo público.

Mesmo para quem milita na área, como é meu caso, histórias e trajetórias de personagens que contribuem de modo relevante para nosso universo sonoro podem passar despercebidas. Por isso, aproveito para contar aqui como acontecem esses encontros, misto de atenção, acasos felizes, contatos e um pouco de sorte.

Conheça e Assista a paulistana Anna Tréa, 30, aqui registrada em letras, fotos e vídeos, que faz show no teatro da Rotina, na próxima quarta-feira, dia (8), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, mostrando músicas de seu CD “Clareia”.

PRIMEIRO CONTATO

Conheci a música de Anna Tréa por meio do violonista, arranjador, compositor e produtor Swami Junior, que jogou na minha mão o CD da moça, quando o entrevistei para matéria postada aqui (http://musicaemletras.blogfolha.uol.com.br/2017/01/17/swami-jr-e-tuco-marcondes-mostram-em-show-os-dois-lados-da-forca/).

Ao me entregar o disco, no estúdio em que ensaiava com o guitarrista Tuco Marcondes, Swami alertou: “Este aqui você vai gostar. Ouve e me fala”. Verdade, gosto muito dos discos produzidos por Swami, e esse não fugiu à regra.

Há muito nos conhecemos e trocamos ideias sobre vários tipos de som, música e instrumentistas. Por isso, nossas conversas passam enriquecedoramente por bandas, grupos, regionais e pessoas que contribuem bastante com a música. Gente como Marco Pereira, Época de Ouro, Earth Wind & Fire, Asian Dub Foundation, Pixinguinha (1897-1973), Beatles, Jacob do Bandolim (1918-1969), Jaco Pastourius (1951-1987), Luiz Filipe de Lima, Garoto (1915-1955), Rogério Caetano, Jimmi Hendrix (1942-1970), Maurício Carrilho e um sem número de nomes com assunto pra não se ter fim.

Entretanto, uma coisa curiosamente quase sempre aparece no nosso papo, o suingue. Palavra quase sagrada que entorta e desentorta ritmos resilientes. Em “Clareia”, primeiro CD de Anna Tréa, há suingue e muito mais. Há uma artista que compõe, toca, interpreta e canta do seu jeito, sem firulas ou mimimis. Uma artista que dá sua cara à tapa, sem truques ou magias. No disco, Tréa mostra ser o que é e ponto. Sua música não é diferente disso. Sabe a máxima “o cachorro é a cara do dono”? A música de Anna Tréa quase late e abana o rabo.

Tréa é backing vocal do Emicida, e também faz música com Arrigo Barnabé, entre outras atividades artísticas. Basta, né? “Vou dar essa mina no blog”, pensei. Decidi entrevistá-la.

A compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

OPORTUNIDADE

No dia 18 de janeiro de 2017, enviei pelo telefone uma mensagem de contato para Anna Tréa, pedindo uma entrevista. Tréa respondeu simpaticamente topando a parada e ao longo de algumas semanas arregimentamos nosso encontro, que aconteceu em uma quarta-feira, dia 22 de fevereiro, às 11h, dentro de um dos poucos oásis da zona oeste da capital paulistana, o Parque Fernando Costa, conhecido como Parque da Água Branca.

Em meio a árvores, gente, bambus, patos, galos e galinhas, nos conhecemos, rimos, ouvimos e falamos. Tréa me aturou durante três horas, perguntando, fotografando, gravando, perguntando, fotografando, gravando e perguntando, fotografando e gravando. Contudo, seu suingue, simpatia, veracidade e talento não deixou que a entrevista fosse em nenhum momento enfadonha, chata, mala ou um porre, mas sim que transcorresse prazerosamente de maneira “suave”, como a artista gosta de dizer.

A compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

GENÊSE

Tréa nasceu sob o signo de escorpião, em 1986, no bairro da Mooca, em São Paulo, mas ainda bebê mudou-se com a família para Diadema, onde permaneceu por 18 anos antes de se mudar e morar por cinco anos em São Bernardo do Campo, no ABC. Há cinco anos, veio para São Paulo, morou em dois lugares no centro da capital por alguns meses, foi parar no Brooklin, na zona sul, e agora mora no bairro de Perdizes, na zona oeste.

O pai, Jair Rhuiz é artista plástico na ativa. A mãe, “culinarista”, se chama Roseli Nascimento. Desde os 4 anos, Tréa lembra de brincar com instrumentos de percussão. Entre eles, pandeiro, tamborim e repique: “Havia muitas festas em casa, meus pais faziam rodas de samba e o pandeiro era o instrumento que mais se destacava para mim naquela época”, disse a compositora que ganhou seu primeiro violão aos 8 anos e começou a cantar mais tarde, pois tinha uma trava para isso. “Era muito tímida, sempre fui. Na verdade, gostava de cantar e tinha vergonha. Cantar foi um desafio que me propus a fazer. Quando fui fazer aulas de canto era um horror, ficava morrendo de vergonha. Tinha aula de guitarra, antes da aula de canto e meia hora antes de terminar a aula de guitarra eu começava a tremer, de verdade. Entrava em pânico de ter que ir para a aula de canto.”

As aulas que iniciaram a artista nas artes foram em um centro cultural de Diadema, conhecido hoje como A Casa do Hip Hop (Centro Cultural Canhema), local inaugurado em 1999 com show do rapper Thaíde, e no qual já se apresentaram diversas atrações internacionais, entre elas, por quatro vezes, o renomado DJ Afrika Bambaataa.

O local, mantido pela prefeitura, é a primeira casa nesse segmento de cultura. “Quando surgiu esse centro cultural, tinha que ter um instrumento para poder frequentar as aulas. Meus pais fizeram uma magia e me deram um violão que comecei a aprender lá”, falou a artista que, dos 8 aos 13 anos, passava boa parte do dia na instituição assistindo aulas de violão, percussão, dança, teatro, DJ, grafite “e o que mais tivesse para aprender. Fiz aula de tudo lá”.

Aos 12 anos, Tréa ganhou uma guitarra elétrica Jennifer de uma tia. “Ela é a maior loucona e bota a maior pilha desde sempre. É irmã da minha mãe e gastava o que não tinha com os sobrinhos. Tudo que ela achava, cavaquinho, flautinha, ocarina, ela comprava para mim”, contou a sobrinha acrescentando que em seus primeiros show, para criar um ambiente de fãs fanáticos, a tia arremessava vários bichinhos de pelúcia no palco. “Meu, eu supernervosa no palco e, de repente, voava um urso na minha frente. Era ela tacando bicho no palco.”

Nas aulas de canto, Tréa aprendeu técnica de respiração, colocação de voz e repertório. “Geralmente, parte do repertório era dado pela escola e a outra eu tinha que escolher. Como estava na época das boy e girls bands, a primeira música que apresentei foi do Westlife”, disse referindo-se ao grupo pop irlandês, de 1998, inicialmente formado por Shane Filan, Mark Feehily, Kian Egan, Nicky Byrne e Brian McFadden.

APRONTANDO O FUTURO

A compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

Em casa, os pais de Tréa escutavam MPB, samba, discos de violão solo, rock progressivo, world music e sons da natureza. Cite Kitaro, Enia, Yanni e a resposta de Tréa será: “Manjo tudo dessas paradas aí”, diz rindo.

A futura cantora ouvia quase tudo em CDs, pois a vitrola, parte de um aparelho três em um, que havia na casa foi logo aposentada. “Esse aparelho ficou comigo porque tinha dois toca-fitas que eu usava para gravar, abrindo vozes e fazendo vários experimentos com outros instrumentos”, contou a artista que cantava diante de um tambor pequeno para obter um efeito similar ao do “reverbe” que tem o propósito de ambientar o som, fazendo com que ele se espalhe, ou tenha um efeito de eco.

Quando as cordas do violão ou da guitarra partiam, também não era problema. “Não tinha grana para comprar outra corda e ficava um mês tocando sem ela. Isso gera outra sonoridade. Pegava outra, colocava no lugar e ia experimentando vários tipos de som. Quando quebrava ficava triste, depois achava legal porque sabia que descobriria outras coisas.”

Depois de terminar o terceiro ano do ensino médio, Tréa fez um curso técnico de música na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. “Sabia que eu iria trabalhar com música, mas tinha muita dificuldade por ser muito tímida, então cursei um ano de teatro na Fundação para ‘desencapar esse fio’ e estudar música lá mesmo, por mais cinco anos”, falou a compositora que, “por encreça que parível”, não se formou na instituição por ter dificuldade em lidar com “sistemas”. “Sistemas me paralisam. Não estava rendendo mais e resolvi sair para tocar. Decidi criar e escutar música por conta própria. Existem várias maneiras de estudar. No meu caso, essa foi mais efetiva”, disse a artista que nunca abandonou nenhum de seus instrumentos, tanto os de percussão quanto os de cordas passando a estudá-los com afinco como autodidata.

Passados alguns anos, Tréa voltou a estudar no CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical), com o guitarrista Rudy Arnaut, onde permaneceu por dois anos, antes de ingressar na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo), onde frequentou menos de um ano por conta dos muitos trabalhos que começaram a rolar. “Tinha acabado de entrar na primeira turnê com o Emicida, como backing vocal, e nossos ensaios eram exatamente nos dias de algumas aulas fixas. Bombei por faltas e desencanei”, disse a guitarrista que estudou na instituição com os instrumentistas Conrado Paulino, Jarbas Barbosa e Olmir Stocker (Alemão).

Foi em 2006 que Tréa passou a mostrar sua música em bares, saraus e onde desse. “Meu, acho toquei em todos os bares que aceitavam música autoral em São Paulo. Lembro de ter tocado no Café Piu Piu, no Ao Vivo, Café do Bixiga, Fim do Mundo, Villaggio Café e mais uns outros por aí.”

A artista trabalhou durante cinco anos em montagens teatrais. Participou dos musicais “Rituais” e “Oba”, com o grupo Gargarejo de teatro, do ABC, apresentando-se em São Paulo e em Minas Gerais, além de algumas peças infantis. Contudo, a música a chamava com mais veemência. “Quando estava fazendo peça, queria mesmo era estar tocando música. Por isso abandonei o teatro. Gosto de fazer as coisas por inteiro.”

Aos 20 anos se entregou por completo à música. “Na mesma época que apareceu a ‘gig’ [trabalho] do Emicida, na qual eu fazia percussões, vozes, violão e cavaco, surgiu a oportunidade com o Arrigo [Barnabé] para eu tocar guitarra e cantar.”

Ano passado, a artista mostrou sua arte em Portugal, Espanha e França, depois de ter se apresentado na Itália, em uma turnê com Arrigo Barnabé. “Fui sozinha, eu e esse cara aqui”, disse mostrando seu vilão, um Little Martin, instrumento de corpo compacto, menor que o usual, mas com timbre e volume poderosos.

A compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

“CLAREIA”, O CD

Tréa conheceu Swami Junior, o produtor de “Clareia”, sete anos antes de gravar o CD, por meio da rede social MySpace. Trocaram figurinhas, tomaram um café e, segundo a artista, ficaram de armar algo juntos “o quanto antes”. Quando surgiu a oportunidade de fazer o disco, Tréa já tinha certeza de que seria ele seu produtor.

O conceito do disco surgiu de uma conversa em que ambos decidiram que a parte mais madura de todo o processo artístico contido no CD é a voz funcionando junto ao violão. “Por isso, decidimos gravar voz e violão juntos. Depois manifestei minha vontade de colocar percussão, guitarra, efeito de voz, e de falar uma poesia no meio. Ele topou. No fim, saiu um disco focado muito em mim como multi-instrumentista, minhas músicas e meus arranjos”, contou a artista que levou uma semana inteira, entre o final de 2014 e o começo de 2015, para registrar o disco lançado em 2016.

O repertório do CD, com 11 faixas, está na maioria das plataformas digitais para ser ouvido ou comprado. Nos shows, o disco é vendido por R$ 15.

A seguir, Anna Tréa comenta, faixa a faixa, o processo de criação das músicas de seu primeiro CD.

FAIXA 1 – “ABRE ASAS”

“Essa é a faixa mais emblemática da gravação por ter nascido durante esse processo. Eu já tinha o repertório fechado e estava triste por achar que não conseguiria terminar essa música e gravá-la. Ela estava sem letra. Só que eu estava envolvida com muitos trabalhos ao mesmo tempo e estressada com a gravação do primeiro disco, pois queria que ele fosse perfeito e não achava tempo para estudar. No segundo dia de gravação, minha voz sumiu. Como gravávamos voz e violão juntos, tivemos que cancelar a gravação. Hipertriste, escrevi essa música para mim, mostrando que eu já era outra pessoa, que deveria ter coragem, pois tudo ficaria bem se eu encarasse aquele que era um novo tempo se apresentando para mim. Quando acabei de escrever a letra e cheguei nesse lugar de emoção, chorei muito. Desentupiu tudo e minha voz imediatamente voltou. Três horas depois de ter cancelado a gravação e ter feito uma letra para essa música, fiquei bem e passei a trabalhar o arranjo para ser gravado no dia seguinte. Bem marcada, essa música traz um tempero pop e no final sugere um pouco de maracatu.”

FAIXA 2 – “DANÇANDO NA LUZ”

“Essa música é um baião estilizado com uma pontinha de ijexá, com uma declamação no meio, que fiz para que soasse como um pregadora que fala na praça da Sé, com um megafone. A letra fala de um momento de entrega. O disco de uma maneira geral fala de uma festa particular, sua com você mesmo.”

FAIXA 3 – “CLAREIA”

“Além de dar nome ao disco, chamo-a de ‘foxxote’, por ser um pouco foxtrote e que ganha um ritmo brasileiro no final, o boi. Na letra falo de um amor soberano em meio a uma música muito singela e, por essa razão, muito potente.”

FAIXA 4 -“ESPERA”

“Mais afro, essa música tem um caminho rítmico que encontrei em minha pesquisas. Também é uma canção de amor, mas muito festiva e que me lembra uma noite de São João. Tem uma coisa ‘jungle’ nela, com um trio de tambores. Também é um dos arranjos de violão mais elaborados do disco. ”

FAIXA 5 – “SURFANDO NO HORIZONTE”

“Com certeza, uma das músicas mais antigas que tenho. Ela fala sobre o aqui e o agora. De estarmos em um momento presente e que esse momento é de oração pessoal. Recito nele um poema em que celebro a vida. Uma música de conexão total com o momento. Para mim, quando nos conectamos com o momento, nos conectamos com o todo. É de uma sincronicidade que falo, em que respiramos juntos com a respiração do universo.”

A cantora, violonista e compositora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

FAIXA 6 – “VOU AR”

“Quando fui para o estúdio, essa era a música que mais queria gravar por ser fresca, a mais recente de todas, mas foi com ela que perdi a voz. Foi muito doloroso, pois falo de voo em meio a um jogo de palavras, mostrando que minha missão é cantar. Tem um apito de pombo no começo, que é um som que muito me tranquiliza.”

FAIXA 7 – “BATIDÃO”

“O ritmo maculelê cordão de ouro, conhecido como a base do funk carioca, é ancestral e maravilhoso. Só que eu, enquanto mulher, não me sinto representada pelos dizeres do funk carioca. Por isso, resolvi fazer uma versão com jogos de palavras, uma brincadeira para poder dançar esse ritmo com o peito aberto. Virou uma história de amor entre duas pessoas, em que uma delas está indecisa se entra ou não no batidão.”

FAIXA 8 -“GINGADOR”

“Essa faixa é um samba estilizado e a única música que conta com uma participação, muito especial. Nela você ouve o som do ‘percuterista’ Kabé Pinheiro, meu parceiro e irmão. Não tinha como ele ficar de fora desse processo por nos entendermos muito e eu ter feito essa música para nós. Ela fala sobre um gingador, um percussionista e sua relação com o tambor. O curioso é que a participação dele é tocando, com o dedo, uma caneca com água. Aliás, vários dos instrumentos que estão no disco são peças que encontrei no estúdio [Gargolândia], como cinzeiros de cobre, copo de vidro e um tambor de língua [nome genérico de instrumentos de percussão ocos, feitos de bambu ou madeira, que se tornam mais ressonantes por meio de uma ou mais fendas abertas no corpo do instrumento]. Curioso é que há um texto, nessa música, que inclui todos os títulos das músicas do disco.”

FAIXA 9 – “SAWABONA”

“ ‘Sawabona’ é uma saudação africana que significa ‘eu te vejo, eu te respeito, você é importante para mim’. E a resposta para essa saudação é ‘Shikoba’, que significa ‘então eu existo para você’. Essa é a única música instrumental do disco. Gravei com guitarra, violão de nylon, aço, efeitos de vozes e percussões. Funciona como uma oraçãozona, que me emociona bastante por ser um oferecer e uma grande troca com as pessoas.”

FAIXA 10 – “EM FESTA”

“A faixa é um samba superdivertido e gostoso. Fala de uma pessoa que sonha com o sábado para poder ir para o samba.”

FAIXA 11 – “SOMOS DO SOM”

“Quando eu falo que sou do som, baby, e quero tocar, estou falando sobre minha relação com a música, que é não se prender a nada, a nenhum estilo específico. Gosto de misturar mesmo. Essa música é um baião que vira samba, que vira funk, coco em roda de bamba, frevo deságua na bossa nova, choro chora moda de viola, repentes surgem no jongo, fados batucam o bumba meu boi. Enfim, quem é do samba, samba; quem é do reggae, vibra; quem é do break, quebra; e quem é do axé, requebra. Em outras palavras, está tudo certo galera. O importante é escutarmos um som e dançarmos. Aqui resumo o que chamo de música experimental brasileira e me jogo sem me preocupar com o nome do que estou fazendo.”

Capa de “Clareia”, da compositora, arranjadora, violonista e cantora Anna Tréa (Foto: Carlos Bozzo Junior)

O SHOW

Dia 8 de março, o show de Anna Tréa apresentando músicas do seu primeiro CD, “Clareia”, traz convidadas da artista para dividir o palco. Além de som, haverá dança e gente recitando. “Essa é uma oportunidade de juntar uma galera com as mesmas propostas, usando linguagens distintas, só com as músicas do disco. Como tenho meus pés na dança, artes visuais, dramáticas, e na música esse é um show interativo e aberto para receber interferências. Acaba sendo um desafio para quem participa também, pois tem que somar ao que já existe.”

No show, a cantora conta, entre outras artistas, com a presença da rapper Tássia Reis, “uma representante máster das mulheres no rap brasileiro”; Andréa Barbur, bailarina e artista circense; Drik Barbosa, outra representante do rap; Paula Padovani, baterista mineira; e Silvanny Sivuca, referência nacional em percussão, que toca com Tréa nas “gigs” do Emicida.

Para a artista, quem for ao show deve se preparar para se entregar ao som. “Se tiver vontade de levantar o braço, levante; de dançar, dance; e de rir, ria. É um lugar em que quero todos livres para nos conectarmos de peito aberto. Todos, na plateia e no palco, seremos cúmplices nesse espetáculo.”

Assista, a seguir, aos vídeos nos quais a compositora e cantora Anna Tréa apresenta, com exclusividade para o Música em Letras duas canções, “Abre Asas” e “Clareia”, de seu primeiro disco.

 

SHOW DO CD “CLAREIA”
ARTISTA Anna Tréa
QUANDO Quarta-feira, dia 8 de março, às 21h
ONDE Teatro da Rotina, r. Augusta, 912, Consolação, São Paulo, tel. (11) 3582-4479
QUANTO R$ 40