Quão importante é saber que Nat Hentoff morreu

Por Carlos Bozzo Junior
(Fotomontagem: Carlos Bozzo Junior)
(Fotomontagem: Carlos Bozzo Junior)

O colunista, historiador, romancista e crítico musical norte-americano Nathan Irving Hentoff, 91, morreu no último sábado (7), na sua casa em Manhattan, Nova York, ladeado por familiares e ouvindo a voz de Eleanora Fagan Gough (1915-1959).

Nathan Irving Hentoff era conhecido como Nat Hentoff, e teve entre tantos privilégios ser amigo do mestre Quincy Jones.

Jones, além de considerar Hentoff um grande jornalista, e tecer vários elogios sobre ele, compôs “Jessica’s Day” para a filha de Hentoff, gravada pela banda de Count Basie (1904-1984), em 1959, e pelo grupo de Cannonball Adderley (1928-1975), em 1962.

Um mestre não erra. Jones é certeiro ao falar sobre um homem que, entre vários veículos, escreveu para os melhores. Entre eles “United Media”, “The Wall Street Journal”, “Down Beat”, “The Village Voice”, “Jazz Times”, “Legal Times”, ‘The Washington Post”, “The Washington Times’, “The Progressive”, “Editor & Publisher” e “Free Inquiry”.

Hentoff, que nasceu em Boston e se pós-graduou na Universidade Harvard, teve sua vida ligada à música, escrevendo sobre ela. Contudo, nem só de críticas, resenhas e artigos viveu o homem. De 1955 a 2005, escreveu mais de 35 livros, entre eles “Jazz is” (1976).

Qual a importância de saber que Hentoff morreu? A mesma de saber que a voz de Eleanora Fagan Gough é a da cantora Billie Holiday.